‘Ecossistema brasileiro não é favorável para startups nacionais’, avalia fundador do Waze

Uri Levine explica quais são os desafios enfrentados pelas startups nacionais em sua participação no MEShow

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Empreendedor de sucesso, Uri Levine foi um dos magistrais da 12ª edição da Campus Party. O israelense é fundador do Waze, aplicativo que ajuda motoristas a escapar do trânsito e que foi vendido para a Google por mais de US$ 1 bilhão em 2013. Em sua participação no Menina Executiva Show, talk show que entrevista empreendedores de tech, o executivo explicou os motivos de ser difícil para as startups brasileiras terem sucesso no próprio país.

Segundo Uri Levine, o problema está no ecossistema, que não é favorável para empreendedores nacionais. “Se eu invisto em uma startup brasileira e ela tem sucesso, eu pago impostos no Brasil. Isso não acontece em Israel. O formato que o sistema tem aqui não encoraja investidores nacionais a apostarem nas startups locais”, explica.

Além das taxas, o executivo conta que há outros dois fatores que fazem o ecossistema brasileiro não ser favorável para startups nacionais: a falta de desenvolvedores e o medo que os empreendedores têm de falhar. “No fim das contas, precisamos de pessoas que construam as coisas e, por isso, o ecossistema brasileiro precisa ser redefinido para a inovação e empreendedorismo”.

Apesar de desfavorável para startups nacionais, Uri Levine aponta o mercado brasileiro como sendo bastante promissor para as que vêm de fora. No caso do Waze, por exemplo, o Brasil é o segundo maior mercado para o aplicativo. Já para o Moovit, também fundado pelo executivo israelense, o Brasil é o primeiro.

Uri também falou dos projetos atuais nos quais está investindo. Confira a entrevista completa: https://www.youtube.com/watch?v=AXNHIiM4Of4&t=316s

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