Em alta, mercado de skate impulsiona jovens a investirem no próprio negócio

    Apaixonado por manobras radicais, jovem apostou no hobby para montar o próprio negócio e já comemora sucesso da grife de acessórios

    16

    Na contramão da instabilidade econômica, o mercado do skate no Brasil vence obstáculos sobre rodas e hoje movimenta mais de R$ 1 bilhão ao ano com a venda de roupas e acessórios. Segundo dados da Confederação Brasileira de Skate, mais de 8,5 milhões de brasileiros usam o skate atualmente, número que dobrou nos últimos anos no país e contribuiu para que o esporte se tornasse modalidade olímpica.

    Aos 34 anos, Felipe Montez conhece bem o potencial desse mercado. Apaixonado por manobras radicais, o aluno do curso de Engenharia de Produção da Anhanguera de Santo André – Vila Assunção comemora o sucesso do negócio. Ele conseguiu tornar seu hobby de juventude uma fonte de renda. Em 2017 lançou a PoolSkull, grife de acessórios para skate.

    Felipe projeta os artigos, terceiriza a produção, faz a divulgação e a comercialização dos produtos como bolsas para transportar skate, cooler bag, camisetas e bonés, pelos seus canais de redes sociais.

    “Sempre pratiquei o esporte e sentia a necessidade de ter uma bolsa que pudesse carregar tudo o que preciso. Comecei a me aprofundar no mercado e resolvi investir em um nicho que ainda é pouco atendido. A Anhanguera me auxiliou a colocar no papel minhas ideias e a entender como montar um plano de negócios, avaliar riscos, custos, qualidade, concorrência, preço e ergonomia dos produtos”, orgulha-se Montez.

    O aluno teve a ideia de montar o negócio ainda na faculdade. “Ingressei no curso de Engenharia de Produção com o objetivo de empreender. E hoje, sei que fiz a escolha certa para minha carreira, porque o engenheiro de produção precisa ter a habilidade para transformar ideias e projetos em soluções reais, e graças as aulas, pude transformar meu sonho em realidade.”

    Potencial
    O empresário aposta no potencial do esporte para aumentar suas vendas. “O skate teve um boom no Brasil no final da década de 80, passou por uma crise no início dos anos 90 e agora voltou com tudo, atraindo adeptos de todas as idades e gêneros. Queremos transmitir a essência do esporte para as novas gerações, atendendo todas as necessidades do nosso público e mantendo foco no design e lifestyle”, comenta Montez.

    Os planos de Felipe não param por aí. “Resolvi ampliar ainda mais minha produção nos últimos meses para apoiar uma grande causa social. A nossa marca é uma das apoiadoras do paraatleta de skateboard, Vinícios Sardi, que irá nos representar em um dos maiores eventos de esportes radicais do mundo, em Minneapolis, nos Estados Unidos”, finaliza o empresário.

    PUBLICIDADE
    COMPARTILHAR