A cultura esportiva precisa ser estimulada de maneira mais consistente no Brasil. Sem ela não há produtos e nem consumo. 

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Governo DF (divulgação)

Muitas vezes falamos sobre a necessidade de evolução da profissionalização do marketing e da gestão esportiva no Brasil, mas também precisamos nos lembrar do outro lado da moeda. Quando não há a cultura do esporte enraizada em um país, e na cultura de seu povo, consequentemente a oferta de produtos e o potencial de consumo ficam muito reduzidos. Mas e então? Como estimular essa tal tabelinha entre cultura e consumo?

O primeiro impulso precisa ser do governo, principalmente com a criação de centros esportivos gratuitos e adequados para várias modalidades. Hoje, em pleno ano de 2013, nas escolas municipais e estaduais do Brasil, o único resquício de prática esportiva se resume a quadras abertas, esburacadas, com as traves corroídas pelo tempo. Isso sem contar alguns professores, que não incentivam e não ensinam os conceitos importantes do esporte, e apenas promovem um desorganizado jogo de futebol ou queimada no piso caótico das quadras nos colégios.

Os chamados CDMs (Centros Desportivos Municipais), na maioria das vezes, têm apenas campos e quadras de futebol, modalidade que requer menos investimentos e recursos. Os parques também não são diferentes. Mas o que isso tudo tem a ver com o business no esporte? Respondo: tudo. Sem a cultura do esporte e a ampliação do leque de modalidades, além do potencial de consumo reduzido, também perdemos a chance de formar um número maior de atletas competitivos, e consequentemente grandes figuras que poderiam contribuir para o engajamento de qualquer causa ou marca.

Nesta semana o ministro do esporte, Aldo Rebelo, anunciou uma notícia importante: o lançamento de um Centro de Desenvolvimento da Luta Olímpica, em Pirituba, na zona norte de São Paulo. O local começou os treinamentos em caráter especial no meio do ano, com 60 participantes, e três talentos já foram revelados. O centro conta com o kit padrão, que inclui tapete oficial e bonecos com pernas e braços para treinos no chão.

Evidentemente é pouco, mas já é algo. Precisamos lutar, cobrar, incentivar e investir em outras modalidades esportivas, incluindo as olímpicas. Faz bem para a saúde, para o País e para os negócios.

 

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